MULHER MARAVILHA E PROTAGONISMO FEMININO EM HISTÓRIAS EM QUADRINHOS(HQ): uma análise de conteúdo

Pesquisa em desenvolvimento pela bolsista Iohana Milenne da Silva.

Apresentação

As histórias em quadrinhos, de forma generalizada, podem ser compreendidas como uma mídia híbrida, que envolve imagem e texto, por meio do uso de uma profusão de artifícios, podendo utilizar imagens desenhadas ou não e meios midiáticos, sendo publicadas nos mais diversos veículos de comunicação, como por exemplo, revistas impressas, jornais, Internet, que se integram, em algum nível, com as mais complexas esferas de interesse, desde o simples divertimento, até o aprofundamento de questões fundamentais, do cenário político, cultural, educacional ou particular, dentre outros (VERGUEIRO, 2018). Acima de tudo, as hq são artefatos sociais e circulam na sociedade como itens de consumo, além de movimentarem grande universo de pessoas para discutirem, colecionarem e a troca de informações sobre lançamentos, novidades, raridades, interesses comuns e outros, sobretudo, em tempos atuais, sobre as adaptações para o cinema.

A percepção desse fenômeno, explicita a característica da materialidade das hq, evidenciando que não se trata somente de uma linguagem, através da qual pode-se circular algo, mas muito mais algo corpóreo, palpável, tangível, tátil, sensível, sendo abrigada pelas disposições e moderações culturais e, não se pode negar, pelo consumo (MARGONARI; BRAGA JR, 2015), dada nossa condição de sociedade extremamente capitalista, porém, jamais sendo seu objetivo primevo. Dito isso, para os propósitos da proposta de investigação em tela, abordaremos as histórias em quadrinhos como uma mídia híbrida consequência do cruzamento inseparável entre imagem e texto, entendendo o texto como a narrativa, a história, o roteiro, podendo existir hq sem palavras, sem os balões e as onomatopeias, mas sempre existe o texto. Por outro lado, utiliza-se o termo imagem e não desenho, visto que a imagem pode ser produzida por outros meios que não o desenho e apresentam, variando o padrão, a estética e o formato, definições diferentes, dentre as principais, tiras em quadrinhos, revistas de histórias em quadrinhos, fanzines, cartuns, caricaturas, charges. (RAMOS, 2017)

Tem aumentado do forma efetiva o interesse pelas histórias em quadrinhos (hq, quadrinhos) no meio acadêmico e educacional, especialmente por aprofundar temáticas diversas, assim como sua inserção nas provas de vestibulares, despertando acentuado interesse pela análise de seus conteúdos nos mais diversos campos, áreas e possibilidades, com acentuado potencial como produto cultural que, ao se utilizar de forma matizada de imagens e palavras, certamente traz benefícios para o leitor e especificamente para a educação, visto que, dentre suas abordagens e temáticas, são tratados de todos os aspectos da vida, atingem todas as camadas sociais e trazem contribuição real para todas as disciplinas.

A importância das hq e seu uso na educação vem crescendo entre educadores, pesquisadores e instituições que discutem alternativas para construção de práticas pedagógicas inovadoras que possibilite a formação de sujeitos críticos e autônomos capazes de construírem seus próprios conhecimentos e colaborar na formação dos demais, não existindo limites para o uso das hq em ambientes educacionais, bastando que os professores conheçam e se aprofundem no universo destas e saibam escolher aquelas que melhor possam servir aos seus objetivos e interesses didáticos, sendo importante ressaltar que os estudantes têm familiaridade com as hq, tratando-se de uma mídia fácil de ser utilizada e encontrada, além de ajudar na socialização de crianças e jovens, principalmente pela leitura compartilhada, pois os jovens que leem hq demonstram maior aptidão para discutir e trocar ideias. (VERGUEIRO; RAMOS, 2013)

As experiências com o uso das hq na educação têm demonstrado ser uma opção importante no processo de desconstrução dos estereótipos construídos acerca de muitos aspectos, conceitos, práticas, dentre outros, tais como a cultura do povo em sua história, religiosidade e costumes, as mulheres, os pobres, os homossexuais, os infames e renegados, os povos de regiões tidas como não centrais, povos imigrantes, o nordeste brasileiro e sua cultura, povos ciganos, dentre muitos outros exemplos.

Dentro do universo dos estudos sobre gênero feminino, por meio da realização de investigações aprofundadas, como vimos realizando no Núcleo de Pesquisa em História Cultural, Sociedade e História da Educação Brasileira (NUPHEB), identificamos que ainda são presentes as formas preconceituosas e discriminatórias como as mulheres são tratadas, quase que totalmente silenciadas e esquecidas em suas histórias, contribuições e sentidos, reflexo direto do predomínio machista e da centralidade e poder prioritariamente nas mãos dos homens, muito embora a participação feminina em todos as áreas e campos humanos seja efetiva e significativa, e não raro, mais marcante do que a dos homens.

Partindo dessas reflexões e na intenção de proporcionar um diálogo com as questões de gênero feminino e o corpus teórico que vem sendo construído sobre hq academicamente, mas também socialmente em redes de relacionamento na web, o projeto foi pensado para proporcionar, nos espaços da Universidade Estadual do Piauí (UESPI) e do Curso de Pedagogia, porém, dialogando com outros cursos, tais como, Jornalismo, História, Biblioteconomia, Ciências Sociais, Letras e Educação Física, a concretização de estudos e investigações e, consequentemente, a produção de conhecimento científico nas áreas de conhecimento das Ciências Humanas, notadamente, cercando as temáticas de gênero, etnia, cultura do povo e processos pedagógicos, a partir de enfoques analíticos de matizes diversas e privilegiando, enquanto base estrutural, as mídias modernas, com ênfase nos quadrinhos, ampliando as reflexões sobre o tema e trazendo à tona trilhas e práticas a serem exploradas e trabalhadas interdisciplinarmente no cotidiano escolares e universitários, situando aqui a importância específica que a investigação proposta efetiva como contribuição para o avanço do conhecimento na área da educação.

Imersos neste intuito, optamos para o trabalho deste projeto com o conceito de gênero defendido por Scott (1995), que defende que gênero seria um elemento constitutivo das relações sociais baseadas nas diferenças identificadas entre os sexos, que possibilita meios de entender o significado e as complexas conexões que pontuam as diversas formas de interação humana, sendo, neste sentido, uma construção social estabelecida por uma sociedade ou cultura para permear as relações entre homens e mulheres, notadamente no conhecimento sobre as diferenças sexuais percebidas e na compreensão como são produzidas estas relações, ou seja, a organização social/cultural da diferença sexual, a forma pela qual as capacidades e diferenças sexuais dos corpos humanos são transpostas para a prática social e tornadas em objeto do estudo e da investigação sociológica, antropológica e histórica.

Portanto, nossa intenção de enfatizar o estudo e investigação sobre e com mulheres, procura evitar as armadilhas apontadas por Kofes (1993) de se achar que a categoria gênero, por si só, já daria conta de se trabalhar com feminino ou mulher e que, na verdade, não há uma oposição, substituição ou exclusão entre gênero, feminino e mulher e sim alargamento do campo categórico e dos sentidos. Nos interessa investigar a força política potencialmente crítica da história das mulheres, como desafiam e desestabilizam as premissas disciplinares estabelecidas, principalmente, quando questionam a prioridade relativa dada à história do homem, silenciando em relação à história da mulher, no sentido de desafiar a se imergir em novos olhares sobre a presença intrínseca de suas lutas, como essas lutas ecoaram e contribuíram para o discurso da identidade coletiva que tornou possível o movimento de mulheres em nossa atualidade.

Neste sentido, essa proposta de pesquisa, ao mesmo tempo em que busca discutir as possibilidades e propor o uso das hq enquanto ferramentas pedagógicas, se desafia a construir uma análise acerca das hq que trazem abordagens sobre personagens mulheres, como por exemplo, representações e sentidos acerca de sua educação, relacionamentos humanos, fenômenos sociais recentes as envolvendo em condições diversas, comunicação, circulação de discursos, relações de poder sobre as mulheres, dentre outros, tudo isso na tentativa de identificar e conscientizar sobre as formas como as mulheres são tratadas na sociedade e suas lutas para a superação dos preconceitos e na construção de novas identidades e novos olhares, bem como melhorando, em estudantes e professores, a compreensão sobre o potencial, complexidade e riqueza que a linguagem das hq pode oferecer para a leitura e releitura desse fenômeno.

Em busca de referencial rigoroso e imerso nas leitura de hq e inúmeros textos que abordam o uso das hq na educação, assim como, envoltos em pesquisas sobre as mulheres na sociedade atual, nos despertou a atenção a forma como a personagem Mulher Maravilha é abordada nos quadrinhos e, posteriormente, no cinema, inclusive o grande sucesso que obteve o filme Wonder Woman (Mulher-Maravilha) de 2017, da Warner Bros Pictures, baseado na personagem homônima das hq da DC Comics, com direção de Patty Jenkins e roteiro de Allan Heinberg, contando a história da Princesa Diana, que cresce na ilha de Themyscira, habitada e governada por mulheres Amazonas. Depois que um piloto americano cai no mar da ilha e é resgatado por Diana, comentando sobre a Primeira Guerra Mundial, ela decide deixar sua casa para tentar acabar com o conflito, se tornando numa heroína com super poderes e discutindo o protagonismo que as mulheres assumem nas sociedades atuais, principalmente abordando a questão do ser mulher fora ou acima dos estereótipos machistas e moralistas impostos a estas historicamente. Além disso, nos chamou a atenção que, diferentemente de outras personagens mulheres das hq de super heroínas que têm suas identificações atreladas ao masculino, tais como Mulher Aranha, Mulher Hulk, Batgirl, Capitã Marvel, Supergirl, Thor (Jane Foster, que, apesar de mulher, usa o mesmo nome do personagem masculino), dentre outras, a Mulher Maravilha contorna esta tendência, assumindo identificação própria e protagonizando o feminino.

Assim sendo, e decidindo imergir na análise sobre as hq da Mulher Maravilha, elaboramos o seguinte problema de pesquisa: De que forma o protagonismo feminino é abordado nas histórias em quadrinhos(hq) da personagem Mulher Maravilha?

Assentado nestas inquietações, o projeto em tela buscará efetivar análises dos discursos e imagens presentes em hq, situando aspectos relacionados ao protagonismo de uma personagem mulher nesta mídia cultural dialogando com as abordagens e saberes outros identificados e fruto das inquietações surgidas a partir de objetos e interesses de pesquisa em Ciências Humanas no NUPHEB, favorecendo a formação de pesquisadores críticos e autônomos.

Serão abordados e aprofundados, também, o interesse e as motivações da criadora da personagem e dos quadrinistas que trabalham com ela, o contexto em que foram escritas/desenhadas estas hq, seus propósitos, o porquê e quais os valores trabalhados na personalidade da personagem, quais mensagens buscava transmitir acerca da mulher, quais ideologias, os ditos e os não ditos, os silenciamentos e/ou os desvelamentos acerca que possam ser identificados, ou seja, os olhares dos autores, a compreensão sobre o protagonismo feminino, tudo isso imbuído do objetivo de identificar, enquanto problema central de pesquisa, de que forma um personagem mulher é abordada, seus sentidos e significações, nas artes de hq de super heróis.

Objetivos e Metas 

Visto se tratar de uma pesquisa de pouca amplitude, inclusive, dado o caráter de iniciação do PIBIC, os objetivos serão dispostos em um único bloco, evitando a subdivisão entre objetivo geral e objetivos específicos.

Assim sendo, considerando nosso problema de pesquisa, são objetivos da pesquisa:

  • 1 Demonstrar o porquê de as histórias em quadrinhos serem utilizadas como ferramentas pedagógicas na abordagem de temáticas diversas de investigação acadêmica, em especial, gênero e mulher;
  • 2 Identificar os elementos característicos da linguagem dos quadrinhos;
  • 3 Descrever a trajetória histórica da personagem Mulher Maravilha em hq com o apoio em textos de revistas especializadas, blogs, sites, encartes promocionais de editoras e outros;
  • 4 Analisar os sentidos e significações atribuídos à heroína Mulher Maravilha em hq;
  • 5 Compreender de que forma o protagonismo feminino é abordado nas hq da personagem Mulher Maravilha.

A partir dos objetivos propostos, são metas do projeto:

  • 1 Produção de um corpus teórico sobre o uso das hq na investigação sobre gênero e mulher, materializado em 02 artigos a serem submetidos em periódicos acadêmicos no prazo de 12 meses;
  • 2 Produção de 01 capítulo de livro, por meio de produção coletiva, no prazo de 06 meses;
  • 3 Produção, submissão e apresentação de 02 comunicações, oral ou painel, em 02 eventos acadêmicos científicos, no prazo de 12 meses;
  • 4 Realização de 01 oficina sobre o uso de hq na educação, para uma turma de 30 alunos de Pedagogia da UESPI, no prazo de 12 meses.


Métodos e Procedimentos

A pesquisa será desenvolvido tendo como base o processo de pesquisa qualitativa, tendo em vista que se trata de uma abordagem que, segundo Minayo (1994, p. 21), se preocupa com um nível de realidade que não pode ser quantificada, ou seja, trabalha com o universo de significados, motivações, aspirações, crenças, valores e atitudes, o que corresponde a um espaço mais profundo das relações, dos processos e dos fenômenos que não podem ser reduzidos à operacionalização de variáveis.

Nos apoiamos nas ideias de Bogdan e Biklen (1994), para os quais a investigação qualitativa incide sobre diversos aspectos e, mesmo apresentando muitas diferenças entre si, diversas formas de abordagens podem cair na rubrica de qualitativa. Além disso, os dados sobre os quais nos deteremos, serão produzidos a partir de textos e imagens, analisando-os em todo a sua riqueza e respeitando a forma com que nos apresentarão, sendo de maior significância o processo de produção destes e não simplesmente seus produtos. Para Chizzotti (1995), a pesquisa qualitativa possibilita a ligação entre a realidade e os sujeitos, além de compreender uma articulação indissociável entre objetividade e subjetividade, o que, em nossa pesquisa, se demonstra apropriado no sentido de nos esclarecer possíveis diferenciações entre concepções, representações, sentidos e significações acerca de personagens de hq. 

Os sentidos e significados serão de importância central na investigação, centrando nossa compreensão na apreensão das diferentes perspectivas e na percepção acerca das experiências e processos sobre os quais nos deteremos no contexto das hq e demais textos selecionados como fontes, o que caracteriza a investigação, enquanto modalidade, e seguindo Salvador (1986), de bibliográfica, pois nos utilizaremos de fontes escritas, principalmente das revistas de histórias em quadrinhos e outros textos relacionados a produção, edição, divulgação, circulação e crítica destas hq, notadamente na recolha das informações acerca do problema levantado.

A preferência por esse tipo de mídia, histórias em quadrinhos, ocorreu pelo fato de assumirem lugar central no contexto das produções culturais, carregando consigo marcas de um histórico de artefato adorado e/ou odiado no decorrer das décadas que se seguiram após seu surgimento, há pouco mais de 100 anos, conseguindo espaço, inclusive, na educação.

O levantamento bibliográfico e se assentou na leitura e interpretação das obras de teóricos que investigam o tema, tais como Moacy Cirne e Waldomiro Vergueiro, que abordam os quadrinhos dentro do seu contexto histórico e sua interface com a cultura, educação e comunicação, notadamente as interfaces entre hq e Pedagogia, aqui entendida enquanto todo movimento humano, intencional e em busca de sentidos e significados sobre as lutas, atuações e ações das mulheres.

Compreendemos o texto enquanto a mensagem, a fala, o discurso dos sujeitos, em cujo contexto se identifica o contexto social, cultural, pessoal, político, dentre outros, dos personagens que fazem a experiência do universo investigado, identificando a disposição de encontro com a crítica ou com a alienação. O universo dos sentidos e significados se dá num contexto concreto, em nosso processo, nas tramas e narrativas das hq, em que deverá ocorrer a busca pela captação dos discursos, modo de dizer e de interpretar o fenômeno sobre o qual nos debruçaremos, os ditos e não ditos, silenciamentos e, principalmente, as intenções em que se conceberam e produziram os textos, em que os pesquisadores desempenharão o papel de intérpretes da realidade expostas diante deles.

A linguagem, neste sentido, surge enquanto instrumento expressivo para a possibilidade da intercomunicação, de dominação, de resistências múltiplas e diversas, podendo alienar e libertar, constituindo um sistema linguístico específico. Assim sendo, entendendo que o discurso sempre fala de alguma coisa exterior a si, acabamos por nos orientar a olhar para fora do sistema linguístico, descortinando os sentidos acerca dos sujeitos que manifestam os discursos.

A coleta dos dados será realizada através do levantamento, leitura e análise das hq da Mulher Maravilha, artigos acadêmicos sobre o tema, textos de revistas sobre hq, textos de sites, blogs, documentários, vídeos, graphic novel (textos de capa, contracapa, orelha, apresentação etc.), documentos encontrados em bibliotecas, arquivos pessoais e na web, mídias eletrônicas, livros que contenham textos sobre hq, artigos em jornais, textos de entrevistas de criadores de hq (roteiristas e desenhistas) e qualquer outro documento de natureza bibliográfica que contenham informações relevantes para o escopo da pesquisa, documentos que possam fornecer evidências singulares e informações valiosas sobre o cenário da pesquisa..

O levantamento dos dados será realizado tendo como referência três questões principais: produção de hq, caracterização, contextos, linguagens e personagens; identificação dos protagonismos das mulheres a partir da análise das aventuras da Mulher maravilha em hq; e os sentidos e significados atribuídos, explicita ou implicitamente, a uma personagem feminina em hq. Posteriormente estas questões serão transformadas em blocos orientadores de estudo e análise.

A análise deste material bibliográfico se orientará a partir das concepções da análise do conteúdo de Bardin (2009) que remete à descrição dos conteúdos das mensagens, centrada na pré-análise, exploração do material e na análise e interpretação dos resultados, sendo que, na pré-análise faremos leitura ondulante, para a escolha das obras que serão analisadas, além de dimensionar as análise; na fase de exploração do material, serão organizadas as informações e compiladas segundo características comuns identificadas; e finalmente, a análise interpretativa destas informações, ou de tratamento das informações, no propósito de orientar a produção teórica pretendida. No geral, nossa pretensão versará sobre a análise do corpus de produções em hq e outros textos relacionados com esta mídia.

A produção de um quadro demonstrativo das informações que nos permitam identificar e organizar os sentidos e significações da personagem sujeito do estudo serão dispostos em plataforma de exposição dos achados, bem como de fatos peculiares que possam emergir das análises. Nestes quadros, disporemos as informações organizadas a partir das aproximações dos sentidos e das significações identificadas nos textos investigados, deixando claro que transitaremos pelo universo da comunicação posta neste material e que envolvem as motivações, valores, atitudes, expectativas, entendimentos, ideologias e representações contidas nas histórias produzidas.

A pesquisa será desenvolvida em quatro etapas. Na Primeira etapa será efetivado momento de organização da pesquisa, ramificada em um momento de constituição da equipe de pesquisadores (orientador e bolsista), que efetivará a coleta e a análise dos dados e os levantamentos iniciais de autores das hq e demais textos investigados, administradores de sites, blogs e outros espaços na internet. A Segunda etapa corresponde propriamente ao levantamento das fontes da pesquisa. Na Terceira etapa ocorrerá a organização dos dados produzidos na pesquisa. Finalmente, na Quarta etapa, acontecerá a análise e difusão dos achados finais.

Referências Bibliográficas

BARDIN, Laurence. Análise do Conteúdo. Lisboa, Portugal: Edições 70, 2009.

BAUER, Martin W.; GASKELL, George. Pesquisa Qualitativa com texto, imagem e som: um manual prático. 12. ed. Petrópolis/RJ: Vozes, 2014.

BOGDAN, Robert; BIKLEN, Sari. Investigação Qualitativa em Educação: uma introdução à teoria e aos métodos. Porto: Porto Editora, 1999.

CHIZZOTTI, Antonio. Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2006.

MARGONARI, Denise Maria; BRAGA JR, Amaro Xavier. O humor das tiras em quadrinhos na educação para a diversidade sexual, Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, v.10, n. esp., 2015.

KOFES, suely Categorias analítica e empírica: gênero e mulher: disjunções, conjunções e mediações. Cadernos Pagu, n. 1, Campinas: UNICAMP, 1993.

RAMOS, Paulo. Tiras no Ensino. São Paulo: Parábola Editorial, 2017.

SALVADOR, Ângelo Domingos. Métodos e Técnicas de Pesquisa Bibliográfica. 11. ed. Porto Alegre: Sulina, 1986.

SANTAELLA, Lucia; NÖTH, Winfried. Imagem: cognição, semiótica, mídia. São Paulo: Iluminuras, 2015.

SCOTT, Joan Wallach. Gênero uma categoria útil de análise histórica. Educação & Realidade. Porto Alegre, v. 20, n. 2, 1995. p. 71-99.

VERGUEIRO, Waldomiro. Histórias em quadrinhos e serviços de informação: um relacionamento em fase de definição. DataGramaZero, v. 6, n. 2, p. A04-00, 2005. Disponível em: <http://www.brapci.inf.br/v/a/1585&gt;. Acesso em: 26 mai. 2018.

VERGUEIRO, Waldomiro; RAMOS, Paulo (Orgs.). Quadrinhos na Educação: da rejeição à prática. São Paulo: Contexto, 2013.


Um comentário sobre “MULHER MARAVILHA E PROTAGONISMO FEMININO EM HISTÓRIAS EM QUADRINHOS(HQ): uma análise de conteúdo

  1. Robson Carlos da Silva

    A pesquisa traz uma inovadora possibilidade de se estudar acerca do protagonismo feminino nas sociedades contemporâneas, especialmente por proporcionar o diálogo entre teorias do feminismo, quadrinhos e cultura pop. Os estudos sobre HQs se consolidam na academia e demonstram maturidade e elevado rigor acadêmico, ao versar sobre sentidos, significados e análises de discursos, além de quebrar certos preconceitos que ainda perduram quando se propõe a investigação sobre produtos culturais de matriz popular. A seriedade frente aos objetos investigados, aliada a uma abordagem consolidada enquanto método e técnica apropriada e bastante utilizada em investigações científicas, garantem qualidade e rigorosidade e apontam para excelentes contribuições à pesquisa na UESPI. Parabéns!

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s