OS SENTIDOS E REPRESENTAÇÕES DA CONCEPÇÃO DA INFÂNCIA: UMA ANÁLISE DA HISTÓRIA EM QUADRINHOS(HQ) “A INFÂNCIA DO BRASIL”.

Pesquisa em desenvolvimento pela bolsista Lizane Nery da Silva.

Apresentação e Justificativa 

As histórias em quadrinhos, de forma generalizada, podem ser compreendidas como uma mídia híbrida, que envolve imagem e texto, por meio do uso de uma profusão de artifícios, podendo utilizar imagens desenhadas ou não e meios midiáticos, sendo publicadas nos mais diversos veículos de comunicação, como por exemplo, revistas impressas, jornais, Internet, que se integram, em algum nível, com as mais complexas esferas de interesse, desde o simples divertimento, até o aprofundamento de questões fundamentais, do cenário político, cultural, educacional ou particular, dentre outros (VERGUEIRO, 2018). Acima de tudo, as hq são artefatos sociais e circulam na sociedade como itens de consumo, além de movimentarem grande universo de pessoas para discutirem, colecionarem e a troca de informações sobre lançamentos, novidades, raridades, interesses comuns e outros, sobretudo, em tempos atuais, sobre as adaptações para o cinema.

Situar as historicamente as hq se constitui em um desafio que remete a nossos antepassados, na mais remota antiguidade, num contexto no qual as linguagens falada e escrita ainda não existiam, sendo que podemos situar a imagem, ancorados nos estudos arqueológicos, antropológicos e de outras ciências, como primeira forma de comunicação, representando o cotidiano em pinturas nas paredes das cavernas, avançando na criação do sistema de signos que culminaria na linguagem escrita. 

Teóricos como McCloud (2004) e Luyten (1988) defendem que a utilização deliberada de imagens em sequência para relatar um fato real ou fictício, foram encontradas nas antigas civilizações, tais como, egípcios e astecas. e destacam, alguns exemplos. Na China existem relatos da existência de histórias ilustradas sequenciais desde a Dinastia Han do Oeste (206 a.C/24 d.C.). Outro exemplo é a Tapeçaria de Bayeux, que em 70 metros relata a conquista da Inglaterra pelos normandos em 1066 com ilustrações demonstrando os fatos e textos explicativos na base de cada uma delas, por muitos considerada a primeira junção entre texto e imagem da História. Já na Idade Média a utilização de imagens seriadas em cartazes ilustrados facilitava às camadas populares e iletradas a compreensão das narrativas feitas pelos cantores e contadores de histórias, enquanto os vitrais encontrados nas igrejas católicas narram visualmente a Via Sacra de Cristo. 

Concentrando nosso olhar sobre as hq, apontamos como seus possíveis pioneiros, Rudolph Töpffer desenhista e ilustrador suíço que, em 1827, escreveu e desenhou M. Vieux-Bois, tendo seus trabalhos definidos por Goethe como romances caricaturados; e o francês Georges Cristophe Colomb, com La Familie Fenouillard de 1889. Por outro lado, destacam, também, o artista Ângelo Agostini, que em 1867, aqui no Brasil, lançou no jornal O Cabrião, uma série ilustrada denominada As Cobranças, sendo, certamente, um dos precursores das hq no país e no mundo.

Nos anos finais do século XIX, grandes empresas jornalísticas dos EUA fazem com que os quadrinhos adquiram autonomia, nascendo a expressão que passa a designar esse tipo de mídia, os comics, termo que até hoje significa histórias em quadrinhos nos EUA, tornando-se artefatos culturais de massa e fator capital da venda dos jornais. Para o suplemento dominical dos jornais, produz-se a primeira página colorida onde surge Yellow Kid (O garoto amarelo), talvez a primeira hq dos tempos modernos, logo tornando-se a principal atração do jornal New York World.

Com o sucesso do Yellow Kid, a linguagem dos quadrinhos apresenta uma surpreendente sucessão de criações em todo o mundo. Em 1929, surgem as versões em quadrinhos de Tarzan, adaptada do romance de Edgar Rice Burroughs pelo desenhista Hal Foster. Em 1938 emerge o gênero que iria marcar definitivamente os quadrinhos norte-americanos e que atualmente é a base de sustentação de sua poderosa indústria: os super-heróis. O Super-Homem foi o primeiro de seres superpoderosos em combate ao crime, uma casta que tomou conta do mundo e, de certa forma, de todas as formas de cultura, ainda hoje arrastando legiões de fãs para as Comic Book (lojas especializadas em quadrinhos) e Bancas de Revistas, bem como para os cinemas. Os anos 50 ficaram para a história da História em Quadrinhos como o período da caça às bruxas. Em 1954, o psiquiatra Frederic Wertham, que já vinha escrevendo artigos sobre a má influência dos quadrinhos nas crianças e adolescentes lança o livro A Sedução dos Inocentes, atacando violentamente os quadrinhos, chegando a culpá-los pela crescente delinquência juvenil. Na década de 60, conforme Moya (1977), têm-se nova valorização aos quadrinhos, sendo os intelectuais europeus fundamentais nesse sentido, fundando Clubes de Bandes Dessinées (hq em Francês), revistas especializadas no estudo dos quadrinhos, lançando livros e artigos e promovem reuniões e conferências, destacando-se nomes importantes, como Resnais, Fellini, Zavattini, Lelouch, Umberto Eco, McLuhan, Marcuse, Morin, Damiani, além do apoio de Universidades, como a de Roma, e manifestações mundiais. O Club des Bandes Dessinées transforma-se em Centre de Étude des Literatures d‟Expression Graphique (CELEG).

Os anos 80 caracterizam uma retomada no interesse nas hq, agora fenômeno globalizado. Nos anos 40 anos Will Eisner cunha o conceito de graphic novel em relação a hq com histórias fechadas, realizadas por um ou no máximo dois autores e que escapa do universo dos super-heróis e do humor contando histórias de pessoas comuns, em sua maioria vítimas da sociedade moderna, passando a ser um diferencial na produção norte-americana. Nesta década também surge o quadrinho adulto, tendo como fundamental a minissérie Batman, The Dark Knight Returns (Batman, O Cavaleiro das Trevas), escrita e desenhada por Frank Miller, cujo sucesso leva as editoras a criarem selos dedicados a leitores adultos, com muita violência, sexo e densidade literária. 

Na última década do século XX, os japoneses invadem o mercado mundial de quadrinhos e nem os Estados Unidos escapam. A estética das hq japonesas, os Mangás, passa a influenciar diversos artistas americanos, tanto no visual como literariamente e o Japão passa a ser o maior produtor e consumidor de quadrinhos do mundo. A última renovação, sendo a atual, acontece com a introdução dos quadrinhos na Internet, primeiro como forma de divulgação de produtos de profissionais autônomos e alternativos e, em seguida, com a publicação on-line de tiras e páginas de histórias em quadrinhos. 

Como vimos, desde as cavernas à web, a linguagem dos quadrinhos, com percurso difícil e acidentado, vem assumindo status de arte, uma mídia de natureza híbrida, e confirmando sua dimensão político-ideológica. Atualmente, pleno século XXI, as histórias em quadrinhos estão presentes nas culturas do mundo inteiro, tornando-se uma mídia híbrida, ao integrarem imagem e texto de forma inseparável, e de massa, com variedade de gêneros indeterminada que atende a leitores de todos os tipos, interesses, faixa etária, gênero e exigências.

A arte sequencial é muito valorizada, especialmente em países europeus, como a França e a Bélgica, onde editoras especializaram-se na sua publicação, na forma de álbuns cartonados, alguns com encadernações especiais, gêneros variados e estórias para públicos de todas as idades. As histórias em quadrinhos com temas históricos, por exemplo, são um grande sucesso. Os temas abordados também envolvem questões sociais atuais, como discriminação racial, pobreza e desigualdade, além de política e organização econômica. 

Outro exemplo, do diálogo possível entre temas acadêmicos e os conteúdos de mídias sociais, é o da personagem Mafalda, uma menina precoce e questionadora e seus amigos, criada por Quino, consagrado artista argentino, com acentuada carga de crítica político social, sendo bastante utilizada no Brasil na composição de questões de vestibular, nas universidades brasileiras.

Portanto, podemos perceber que, nos últimos anos, os quadrinhos têm sido utilizados como recurso didático por muitos professores das diversas disciplinas que compõem o currículo escolar. Elas oferecem uma gama variada de possibilidades de uso pelos professores. Na sala de aula, sua produção ajuda os estudantes a compreenderem temas complexos da História e das linguagens literárias, que normalmente estão afastados da sua experiência diária de vida. Seu uso como recurso didático, no entanto, ainda é tema pouco discutido no meio acadêmico. Nosso desafio, no projeto em tela, é apresentar possibilidades de utilização das hq como artefato pedagógico, capaz de fomentar e aprofundar investigações acerca de diversas temáticas, por meio da leitura, interpretação e análise de hq que abordam temas do currículo educacional de forma mais próxima e de maior assimilação pelos alunos, crianças, jovens e adultos, dado seu caráter híbrido, integrando imagem e texto na mesma plataforma.

Esse é o caso, por exemplo, do interesse em aprofundar conhecimentos acerca das concepções da infância no Brasil, de que forma as crianças foram e vêm sendo tratadas no país, conforme nos relata a história social, ao possibilitar que nos debrucemos sobre fontes outras, tais como as hq, interesse surgido no contexto do curso de Pedagogia da UESPI, que tem como um de seus objetivos centrais fomentar nos alunos conhecimentos sobre os conceitos e concepções da infância e seus reflexos na formação das crianças e no desenvolvimento dos processos educacional destas.

Associando esse interesse à proposta de se desenvolver estudos e investigações acadêmicas e científicas a partir do uso das hq, ou Arte Sequencial, como ferramentas pedagógicas, como fonte de pesquisa, assim como referencial teórico, nos desafiamos a buscar hq que abordassem e retratassem temas da sociedade, em especial sobre a infância, baseadas em pesquisa rigorosa e na historiografia e trouxessem informações relevantes e novas, para além das abordagens que valorizam somente os grandes vultos, os heróis, as grandes batalhas e as conquistas épicas. Nossa imersão preliminar permitiu que nos deparássemos com a obra do historiador, roteirista e desenhista José Aguiar, A Infância do Brasil, num raro exemplo de profundo entrelaçamento entre hq e história do Brasil, no caso, a história social da criança e as concepções de infância produzidas nesse processo.

Assim sendo, de posse da obra destacada e da gama de informações obtidas em nosso referencial teórico, nos propomos o seguinte problema de pesquisa: Quais são os sentidos e as representações das concepções da infância trabalhadas na obra em quadrinhos “A Infância do Brasil”, de José Aguiar?

Neste sentido, essa proposta de pesquisa traz como desafio principal aprofundar discussões acerca das possibilidades do uso das hq enquanto ferramentas pedagógicas nos currículos educacionais, no sentido produzir conhecimentos a partir de hq nacionais que abordem a infância e a criança no Brasil, aspectos históricos, culturais e sociais, aspectos educacionais, formas de assistência, sua condição nas sociedades modernas, dentre outros olhares, bem como proporcionar espaços acadêmicos para o estudo e investigação sobre o potencial, complexidade e riqueza que a linguagem das hq e suas interfaces com a educação.

Objetivos e Metas 

O Projeto em tela, cuja proposta de pesquisa se adequa às exigências do programa de iniciação do PIBIC, caracteriza-se pela temporalidade curta, doze meses, o que nos leva a pensar em objetivos gerais, sem a especificação de específicos, sendo assim dispostos:

  • 1 Aprofundar estudos acerca do uso das histórias em quadrinhos enquanto ferramentas pedagógicas na abordagem de temáticas diversas de investigação acadêmica, em especial, Criança, Infância e História Social do Brasil;
  • 2 Compreender a linguagem dos quadrinhos;
  • 3 Descrever as concepções de infância abordadas em uma hq nacional de cunho histórico;
  • 4 Analisar os sentidos e as representações das concepções da infância trabalhadas na obra em quadrinhos “A Infância do Brasil”, do historiador José Aguiar;

A partir dos objetivos propostos, são metas do projeto:

  • 1 Produção de um corpus teórico sobre o uso das hq na investigação sobre Criança e Infância, materializado em 02 artigos a serem submetidos em periódicos acadêmicos no prazo de 12 meses;
  • 2 Produção de 01 capítulo de livro, por meio de produção coletiva, no prazo de 06 meses;
  • 3 Produção, submissão e apresentação de 02 comunicações, oral ou painel, em 02 eventos acadêmicos científicos, no prazo de 12 meses;
  • 4 Realização de 01 oficina sobre o uso de hq na educação, para uma turma de 50 alunos de Pedagogia e História da UESPI, no prazo de 12 meses.

Métodos e Procedimentos

A pesquisa se assenta na abordagem da pesquisa qualitativa, (MINAYO, 1994, p. 21), pela preocupação com um nível de realidade que não pode ser quantificada, que trabalha com o universo de significados, motivações, aspirações, crenças, valores e atitudes, ampliando os espaços de aprofundamento das relações, dos processos e dos fenômenos que não podem ser reduzidos à operacionalização de variáveis.

Seguindo Bogdan e Biklen (1994), acreditamos que a investigação qualitativa incide sobre diversos aspectos e diversas formas de abordagens, compreendendo os dados da pesquisa, como produzidos e não coletados, estando prontos e aguardando somente serem apanhados e analisados. Superando, portanto, essa concepção, a pesquisa se propõe a produzir dados a partir de textos e imagens, analisando-os em todo a sua riqueza e respeitando a forma com que são desvelados, sendo de maior significância o processo de produção destes e não simplesmente seus produtos. Outro teórico sobre o qual nos apoiamos em suas ideias é Chizzotti (1995), para o qual a pesquisa qualitativa possibilita a ligação entre a realidade e os sujeitos, além de compreender uma articulação indissociável entre objetividade e subjetividade, o que, na pesquisa com hq, se demonstra apropriado no sentido de nos esclarecer possíveis diferenciações entre concepções, representações, sentidos e significações acerca de personagens de hq. 

Os sentidos e significados serão de importância central na investigação, centrando nossa compreensão na apreensão das diferentes perspectivas e na percepção acerca das experiências e processos sobre os quais nos deteremos no contexto das hq e demais textos selecionados como fontes, o que caracteriza a investigação, enquanto modalidade, e seguindo Salvador (1986), de bibliográfica, pois nos utilizaremos de fontes escritas, principalmente das revistas de histórias em quadrinhos e outros textos relacionados a produção, edição, divulgação, circulação e crítica destas hq, notadamente na recolha das informações acerca do problema levantado.

A preferência por esse tipo de mídia, histórias em quadrinhos, ocorreu pelo fato de assumirem lugar central no contexto das produções culturais, carregando consigo marcas de um histórico de artefato adorado e/ou odiado no decorrer das décadas que se seguiram após seu surgimento, há pouco mais de 100 anos, conseguindo espaço, inclusive, na educação.

O levantamento bibliográfico e se assentou na leitura e interpretação das obras de teóricos que investigam o tema, tais como Moacy Cirne e Waldomiro Vergueiro, que abordam os quadrinhos dentro do seu contexto histórico e sua interface com a cultura, educação e comunicação, notadamente as interfaces entre hq e Pedagogia, aqui entendida enquanto todo movimento humano, intencional e em busca de sentidos e representação da concepção de Infância na história social do Brasil.

A concepção de texto sobre a qual optamos trabalhar remete a mensagem, a fala e o discurso dos sujeitos, ou cenas enunciativas (MAINGUENEAU, 2008), em cujo corpo se identifica o contexto social, cultural, pessoal, político, dentre outros, dos personagens que fazem a experiência do universo investigado, identificando a disposição de encontro com a crítica ou com a alienação. O universo dos sentidos e significados se dá num contexto concreto, em nosso processo, nas tramas e narrativas das hq, em que deverá ocorrer a busca pela captação dos discursos, modo de dizer e de interpretar o fenômeno sobre o qual nos debruçaremos, os ditos e não ditos, silenciamentos e, principalmente, as intenções em que se conceberam e produziram os textos, em que os pesquisadores desempenharão o papel de intérpretes da realidade expostas diante deles.

A linguagem, neste sentido, surge enquanto instrumento expressivo para a possibilidade da intercomunicação, de dominação, de resistências múltiplas e diversas, podendo alienar e libertar, constituindo um sistema linguístico específico. Assim sendo, entendendo que o discurso sempre fala de alguma coisa exterior a si, acabamos por nos orientar a olhar para fora do sistema linguístico, descortinando os sentidos acerca dos sujeitos que manifestam os discursos.

A coleta dos dados será realizada através do levantamento, leitura e análise de uma hq, que aborda as concepções de Infância e criança na história social do Brasil, intitulado Infância do Brasil, de autoria e produção do historiador, roteirista e desenhista José Aguiar, assim como, com o amparo de textos acadêmicos sobre o tema.

O levantamento dos dados será realizado tendo como referência três questões principais: produção de hq, caracterização, contextos, linguagens e personagens; identificação das concepções de Infância a partir da imersão e análise aprofundada da hq destacada acima; e os sentidos e representações atribuídos, explicita ou implicitamente, ao processo de Infância de crianças no contexto da hq. Posteriormente estas questões serão transformadas em blocos orientadores de estudo e análise.

A análise proposta se fundamenta nas teorias de da análise do conteúdo de Bardin (2009) que remete à descrição dos conteúdos das mensagens, centrada na pré-análise, exploração do material e na análise e interpretação dos resultados, sendo que, na pré-análise faremos leitura ondulante, para a escolha das obras que serão analisadas, além de dimensionar as análise; na fase de exploração do material, serão organizadas as informações e compiladas segundo características comuns identificadas; e finalmente, a análise interpretativa destas informações, ou de tratamento das informações, no propósito de orientar a produção teórica pretendida. No geral, nossa pretensão versará sobre a análise do corpus de produções em hq e outros textos relacionados com esta mídia.

A produção de um quadro demonstrativo das informações que nos permitam identificar e organizar os sentidos e significações da personagem sujeito do estudo serão dispostos em plataforma de exposição dos achados, bem como de fatos peculiares que possam emergir das análises. Nestes quadros, disporemos as informações organizadas a partir das aproximações dos sentidos e das significações identificadas nos textos investigados, deixando claro que transitaremos pelo universo da comunicação posta neste material e que envolvem as motivações, valores, atitudes, expectativas, entendimentos, ideologias e representações contidas nas histórias produzidas.

A pesquisa pretende seguir quatro etapas não estanques, mas que dialogam entre si, muito embora, para os propósitos do projeto, organizamos, didaticamente, da seguinte forma. Primeira etapa: organização da pesquisa, ramificada em um momento de constituição da equipe de pesquisadores (orientador e bolsista), que efetivará a coleta e a análise dos dados e os levantamentos iniciais de autores das hq e demais textos investigados; Segunda etapa: levantamento das fontes da pesquisa. Terceira etapa: organização dos dados produzidos na pesquisa; e Quarta etapa, análise e difusão dos achados finais.

Referências Bibliográficas 

BARDIN, Laurence. Análise do Conteúdo. Lisboa, Portugal: Edições 70, 2009.

BAUER, Martin W.; GASKELL, George. Pesquisa Qualitativa com texto, imagem e som: um manual prático. 12. ed. Petrópolis/RJ: Vozes, 2014.

BOGDAN, Robert; BIKLEN, Sari. Investigação Qualitativa em Educação: uma introdução à teoria e aos métodos. Porto: Porto Editora, 1999.

CHIZZOTTI, Antonio. Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2006.

LUYTEN, Sônia M. O que é história em quadrinhos. São Paulo: 

Brasiliense, 1988.

MAINGUENEAU, Dominique. As cenas da enunciação. 2. ed. São Paulo: Parábola, 2008.

MARGONARI, Denise Maria; BRAGA JR, Amaro Xavier. O humor das tiras em quadrinhos na educação para a diversidade sexual, Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, v.10, n. esp., 2015.

MCCLOUD, Scott. Desvendando os quadrinhos. São Paulo: Makron Books, 2004.

MOYA, Álvaro de. Shazam! 3. ed. São Paulo: Perspectiva, 1977.

RAMOS, Paulo. Tiras no Ensino. São Paulo: Parábola Editorial, 2017.

SALVADOR, Ângelo Domingos. Métodos e Técnicas de Pesquisa Bibliográfica. 11. ed. Porto Alegre: Sulina, 1986.

SCOTT, Joan Wallach. Gênero uma categoria útil de análise histórica. Educação & Realidade. Porto Alegre, v. 20, n. 2, 1995. p. 71-99.

VERGUEIRO, Waldomiro. Histórias em quadrinhos e serviços de informação: um relacionamento em fase de definição. DataGramaZero, v. 6, n. 2, p. A04-00, 2005. Disponível em: <http://www.brapci.inf.br/v/a/1585&gt;. Acesso em: 26 mai. 2018.

VERGUEIRO, Waldomiro; RAMOS, Paulo (Orgs.). Quadrinhos na Educação: da rejeição à prática. São Paulo: Contexto, 2013.

Um comentário sobre “OS SENTIDOS E REPRESENTAÇÕES DA CONCEPÇÃO DA INFÂNCIA: UMA ANÁLISE DA HISTÓRIA EM QUADRINHOS(HQ) “A INFÂNCIA DO BRASIL”.

  1. Robson Carlos da Silva

    Trabalhar as HQs enquanto instrumento pedagógico requer, além de apurado senso acadêmico e científico, sensibilidade e olhar crítico. investigações com e sobre HQs é versar, sobretudo, sobre sentidos e significações, dinamizar olhares para além de um único campo do conhecimento e pensar na transversalidade, visto se tratar de uma mídia multidimensional e potencialmente rica em possibilidades. Na pesquisa em tela, vimos uma excelente proposta de estudar e investigar acerca das concepções de infância no Brasil a partir da abordagem histórica, o que concede inovação e ousadia aos pesquisadores. Excelente!

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