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Nota introdutória

Entendendo que os caminhos da pesquisa são trilhados com mais constância e proporcionando maiores ressonâncias no universo de subjetividades, dialogando com experiências e desdobramentos inovadores, provocadores, inquietantes e descentralizados, os temas de interesse sobre os quais nos debruçamos, sejam na academia ou fora das amarras acadêmicas, versam sobre tudo que afeta os nossos sentidos, traduzidos em percepções, invenções, emoções e imaginação, na verdade se trata de um universo de subjetividades, derivadas das pessoas e de suas virtudes. Neste sentido, predomina o entendimento de que, pensar pesquisas, práticas educativas e seus desdobramentos, significa pensar e agir de modo significativamente compreensivo, receptivo e emotivo.

Diria se tratar de imersões fundamentalmente estéticas, marcadas pela sensibilidade, o que nos conduz a transgredirmos qualquer possibilidade de submissão absoluta a normas e convenções pré-estabelecidas e impostas como verdade e possibilidades únicas, optando pela postura provocativa e abstrata, inexprimível, não mais que!

São pesquisas, estudos, pensamentos, teorizações e posicionamentos que seguem um processo de (re)invenção, construção, inovações e reescritas de sentidos, principalmente, além de conveniente rebeldia com as regras da academia, encharcadas de imprevisibilidade, da poética de si e do outro, numa composição cuja textura se sustenta por linhas tênues, entrelaçadas nas relações e nas emotividades embaraçado e desembaraçado nas experiências, encontros e desencontros que compõem e articulam nossas existências. São escritos que nos conectam com a alteridade, com o novo, o singular, exigindo de nós sensibilidade. Nos tornando e contribuindo para tornar os outros sensivelmente alterados, diferentes e variados.

A partir dessas reflexões sugerimos este espaço enquanto lugar para socializar produções de pesquisadores nacionais e estrangeiros que, de alguma forma, dialogam com as temáticas aqui propostas, que contribuam para se legitimar outros modos de pesquisar na academia, se contrapondo aos pressupostos estabelecidos pelo método científico, optando por formas que concebem o conhecimento produzido a partir do acolhimento do provisório, do inacabado, em vias de se fazer, subjetivamente possível, com percepção e atitude crítica assentadas na força criativa, tais como, pesquisas de narrativas biográficas e autobiográficas não diretivas, etnográficas, história oral e outras sustentando e legitimando sua importância nos territórios da educação, sociedade e cultura e que dialoguem com a contemporaneidade e com os novos olhares de investigação que se constituem.

Sobre os autores

ROBSON CARLOS

Pedagogo pela Universidade Federal do Piauí/UFPI e Especialista em Supervisão Educacional/UFPI, Doutor em História da Educação Brasileira pelo Programa de PósGraduação da Faculdade de Educação/FACED da Universidade Federal do Ceará/UFC, na linha História e Memória da Educação Brasileira; Membro do NHIME (Núcleo de pesquisa em História e Memória da Educação); Mestre em Educação pelo PPGE/CCE da UFPI; Estágio de Pós-Doutoramento pelo PPGE da Universidade Federal da Paraíba/UFPB, na Linha História da Educação; Professor Adjunto IV/DE (Dedicação Exclusiva) da Universidade Estadual do Piauí/UESPI; Foi Coordenador do Curso de Pedagogia do Campus Torquato Neto da UESPI e Diretor do CCECA/UESPI; Pesquisa as temáticas de Cultura do Povo, Práticas Educativas não-formais, Currículo, Gênero, Etnias, História e Memória da Educação, Infâncias, Histórias em Quadrinhos (HQs) e Sociedades Contemporâneas, enfatizando as categorias relacionadas a produção e circulação de sentidos de discursos, narrativas orais, História Social e memória da cultura do povo e de Educadores piauienses, tendo a Cultura Capoeira como campo privilegiado e o uso do método histórico, biografia e autobiografia, análise documental e análise de discurso, bem como, pesquisas de campo com o uso das técnicas e abordagens da História Oral e da Netnografia, com produção de diversos artigos, organização de obras coletivas com coautoria; Possui dois livros publicados: Capoeira: o preconceito ainda existe? (2010) e As Narrativas dos Mestres e uma História Social da Capoeira em Teresina-PI: do pé do berimbau aos espaços escolares (2016); Orienta projetos de pesquisa PIBIC/CNPq , Coordena o Núcleo de Pesquisas em História Cultural, Sociedades e História da Educação Brasileira/NUPHEB; Elaborou três obras em Ead (História da Educação Brasileira, Educação de Jovens e Adultos e Movimentos Sociais e Educação), ministrando a disciplina de Pesquisa Educacional e orientando TCC na modalidade Ead pela Universidade Federal do Ceará; Pesquisa Coordena e ministra aulas no projeto de extensão universitária: “Escola Cultural da Arte Capoeira/UESPI”; Atualmente desenvolve as pesquisas: Processos de “Escolarização da Arte Capoeira em Teresina”, “História Social das Mulheres Capoeiristas Teresinenses” e “A Capoeira nos Quadrinhos Nacionais: sentidos e significações de personagens capoeiristas”. Atua na educação superior como professor no curso de Pedagogia, UESPI, no Campus Torquato Neto, onde organizou uma Gibiteca e um Grupo de Pesquisas sobre quadrinhos, especialmente sobre a produção de sentidos, acerca das mais variadas temáticas, sempre articulando e trazendo para o diálogo a temática da Capoeira, arte que entrou cedo em sua vida, ainda nos idos de 1979, com 15 anos de idade. Foi por meio da Capoeira que rodou o Brasil inteiro e alguns países pelo mundo, tais como, Venezuela, Colômbia, Itália e Noruega. É Mestre dessa arte e desenvolve o projeto de Extensão Universitária Escola da Arte Capoeira, com aulas gratuitas para a comunidade acadêmica e do entorno social, espaço em que já foram produzidos, a partir de suas práticas, diversos produtos e trabalhos acadêmicos, desde a Graduação, até estágio de Pós-Doutoramento. O interesse central de seus estudos e pesquisas, conforme ressaltado, é a Capoeira, por meio da qual cria interfaces com os mais diversos campos, disciplinas e teorias acadêmicas. Concebe, aborda e aprofunda investigações que trazem à tona os aspectos da Capoeira enquanto uma Pedagogia Social da Rebeldia e da Resistência, efetivando imersões teóricas que possibilitam aprofundar o potencial desta e de outras culturas do Povo enquanto ferramentas educacionais, em espaços educacionais formais e não-formais.

e-mail: robsonuespi64@gmail.com

Lattes: http://lattes.cnpq.br/9447533999103310

ORCID:  https://orcid.org/0000-0003-3818-6464

CRISTIANA COSTA

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Possui graduação em História pela Universidade Estadual do Piauí, mestrado em História Social pela Universidade Federal do Ceará e doutorado em História Social pela Universidade Federal Fluminense. Atualmente é professor Adjunto – III da Universidade Estadual do Piauí – Campus Poeta Torquato Neto. Coordena o Núcleo de documentação e estudos em História, Sociedade e Trabalho – NEHST/UESPI. Desenvolve pesquisas na área de História, com ênfase em História Social, atuando principalmente nos seguintes temas: história oral, migrações e história social do trabalho, centrada na questão do trabalho forçado e trabalho análogo à escravidão.   

Lattes: http://lattes.cnpq.br/0508617384689386

E-mail: cristianacrocha@gmail.com